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terça-feira, 7 de setembro de 2010

ME CONSUMA!


Hoje eu quero pegar fogo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Estou com amigdalite


E toda vez que quero engolir alguma coisa sinto como se algo estivesse preso lá.

Acho que acumulei palavras.
sintomatizei

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Encontro Ideal n°01


(Escrito em Julho de 2007)


Uma padaria, às 8h00.

Ele está resfriado.
Eu estou com pressa.

Ele percebe que estou triste - sim, só posso estar triste - e oferece um pouco do seu café. Olho para xícara infestada de bactérias do desconhecido com certo desdém, porque, além de não querer adoecer, meu ego matinal é mais forte que qualquer amor ainda não sentido.
Mas, mesmo assim eu bebo.

Ouço a voz dele pela primeira vez:
- Minha mãe sempre me levava café na cama quando sabia que eu estava triste.

Disfarço um sorriso frouxo e uma lágrima frouxa.

Sento ao lado dele e tento dizer o quanto não estou triste. Tento dizer que estou apressada, já que eu e minha equipe havíamos combinado de nos encontrar no escritório, em pleno sábado, para poder finalizar o projeto no dia marcado. Penso em contar-lhe mais sobre minha profissão, sobre meus horários, meus amigos. Penso em tudo ao mesmo tempo.

Então eu digo:
- Hmm.

Olho o sujeito de soslaio. Não tinha visto seu rosto até o momento e estava, pois, tomando o café de um par de calças. Só então percebo que seu nariz estava vermelho pelo resfriado.

- E o melhor é que sempre funcionava.

Demorei um pouco pra entender que ele se referia ao café na cama com carinho de mãe. Quando entendi, sorri novamente, mas dessa vez sem disfarces. E sem lágrimas também.

Ele percebeu; sorriu de volta. Digamos que deu risada. Virou o rosto para o meu lado e, por baixo dos cachos que lhe caíam testa à baixo, olhou para mim. Não olhou para os meus olhos, olhou para mim inteira, para minha tristeza, para minha alma; creio que naquele momento ele sentiu exatamente o mesmo que eu sentia.

Fiquei feliz por ser compreendida por alguém, mas a indefinição do pronome "alguém" fez a situação um pouco constrangedora.Endireitei a coluna e pigarreei.

- Meus pais - recomeçou ele - diziam que uma bebida quente renova a alma de qualquer um. Você quer um café?
E novamente me olhou.
- Sim...
Fiz movimentos para chamar o atendente, mas ele foi mais rápido.

- Estou triste.
- Eu sei.

Passou-se um tempo. Dois tempos, três tempos, não sei. Quanto tempo demora para se colocar um pouco de café em um pouco de xícara?

- Hoje é sábado - arrisquei, na tentativa banal de reestabelecer um diálogo.
- Triste, não?
- Para você também é triste?
- Claro.
Dessa vez ele sorriu e chorou. Eu só amei.

Passou-se outro tempo. Quatro tempos, cinco tempos. Quanto tempo demora para se viver uma vida?

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Photoshop fellings

Sharon Stone posa seminua para revista francesa

Ah, paray.
Fazer 200 anos e continuar gostosona é muito fácil num mundo cheio de gente que curte tratamento de imagem.

Desculpa, eu ri.

Steven Tyler, do Aerosmith, é internado após cair do palco

Melhores momentos:
"O cantor "girou, cambaleou para trás e caiu de costas fora do palco", afirmou o diário."
"A banda continuou tocando (...)"

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Youtube

Gente, desculpem postarum vídeo viral de internet, mas esse merece:



CACO BARCELOS>> E você, também está indignada?
FULANA>> Eu tô... também tô eliminada.
CACO BARCELOS>> E por quê?
FULANA>> ......... é tudo reguedido.


Ooooi?
Hahaha, admito que eu atoron essas coisas!

domingo, 21 de junho de 2009

cold

O google sabe mesmo das coisas:

beijo pai, beijo mãe!

domingo, 29 de março de 2009

Primo Basílio

Da época do vestibular e das paixões:

"Tentei te ligar ontem... mas não consegui completar a ligação.


Não gosto de escrever emails... pois nem todos são bons com as palavras né!!!Gostaria de falar no tel ... mas como não deu... tb bem.


Não sei se cabem.. mas gostaria de pedir desculpas!Enfim... não me portei da maneira mais cavalheresca na terça...e não consegui te dar atenção devida.Além da minha cara horrível de cansaço.


Vc tava radiante...dentre outras coisas por causa da oficina, e eu nem consegui ser recíproco.


Desculpe mesmo.

Quanto a nos encontrarmos nos corredores... acho que é um espaço meio desconfortável...Mas existem outros melhores...Conheço um que vende um açaí ótimo... e dá pra recarregar as energias!!!Que acha?"

terça-feira, 17 de março de 2009

Me beija que eu sou arquiteto

Fez um domus geodésico enquanto falava ao telefone:

– Pode me chamar de Buckminster Fuller.

terça-feira, 10 de março de 2009

Trocadilho preconceituoso

Sobre um casal homossexual no zoológico, trocando carícias demasiado intensas para o ambiente, repleto de crianças inocentes que não podem pensar que mulé cum mulé ou hômi com hômi são coisas de Deus.

– É um absurdo. As pessoas precisam saber que existe lugar pra bixo e lugar pra bixa.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Capital mexicana bate recorde de mais beijos ao mesmo tempo

Do yahoo:
CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - A capital mexicana estabeleceu no último sábado um novo recorde para o livro Guiness com o maior número de pessoas se beijando ao mesmo tempo, derrubando o recorde anterior estabelecido em Londres, no ano passado

Durante a comemoração do Dia dos Namorados (Valentine's Day ou Dia de San Valentin), 39.897 pessoas se reuniram na principal praça da capital e se beijaram durante 10 segundos para marcar o novo recorde Guiness, disseram os organizadores.


Agora eu me pergunto: quem será o coitado que se beijou sozinho?

sábado, 31 de janeiro de 2009

Complexo Briget Jones

Acho um saco esse tipo de literatura (q?) feminina, escrita sempre por uma mulher urbanóide, moderna, em-busca-de-um-grande-amor que vem fazendo tanto sucesso por aí. Uma legião de mulheres de seus 30 e poucos anos, solteiras, que fazem bico enquanto comem brigadeiro e assistem filmes românticos, sem amigos, sem ninguém... tadinhas.
Elas só buscam um cara legal, bonito, carinhoso, teligentericoqueentendaossentimentoseblablabla e não se sentem encabuladas em contar a qualquer um como é difícil encontrar esse cara legal no mar de idiotas em que elas estão submersas; espalham suas derrotas amorosas por aí sem se preocupar com nada:

– Porque eu sou assim, e quem não gostar, Q U E S E F O D A !

Tudo tem limite, já diria Dona Maria. E o limite, pra mim, é o portal Mulé é um bicho burro mermo, anti-pérola do mundo virtual, urbanóide, moderno.

Porra! Olha o nome do site!!! Pode um negócio desse?!

Lá, quatro digníssimas moças (a saber: Antânia, Bucéfala, Idiotilde e Jujumenta), urbanóides, modernas, em-busca-de-um-grande-amor refletem sobre a vida, o universo e tudo o mais; claro, com a maior acuidade linguística já vista e a maior sagacidade em descobrir o que cada mulher pensa da vida.

No texto "Toda mulher inteligente é uma burra assumida" o nível cultural da autora é notável. Esta, logo no início, deixa bem claro que não é uma qualquer, é mulher inteligente, formada, de bom gosto e coisa e tal; nota-se realmente seu avanço intelectual nas colocações ao longo do texto. A baixo, a mais elevada de todas:

Você é bonita e ficou com o cara que queria? Acredite que não foi por ter milhares de táticas, decorar as dicas da revista Nova, ser atualizada, ler José Saramago, estar por dentro do que acontece no Brasil e no mundo, fazer joguinhos de conquista, dar ou não no primeiro encontro, não atender a ligação para fazer charme. [...]

Poxa, meninas, assim o Brasil se apaixona por vocês.


"De repente deu um bumm: Nossa, mas como a gente é burra!"


Para quem tiver banda larga e um tempinho sobrando, a entrevista que elas deram pro Jô

domingo, 11 de janeiro de 2009


do dia 25/06/08


"Hoje me senti Clarice. A hora do almoço foi a pior hora de todas. Minha única vontade era encostar em uma parede e ficar... nem vontade de fechar os olhos, era só de encostar mesmo.

Melancolia legítima. E é isso que me faz mulher, segundo o poeta, que era homem, obviamente.

Não saber porque, naquele momento, eu era Clarice piorava a situação; afinal, nem sei direito quem foi essa mulher, não a conheço.

Nadinha de Clarice em mim;
Só esse sentir-estranho, que teve hora pra começar.

Aproveitei os minutos restantes para descobrir o que nós (eu a minha amiga Lispector) sentíamos. Encontrei isso:

A mulher continuou a sacudir a toalha com violência e perguntou-se a quem poderia contar o que sucedera, mas não encontrou ninguém que entendesse o que ela não pudesse explicar."