Já tentei escrever sobre como estranho ser alguém do mundo.
Sei que existo dentro de mim, mas me dar conta que também existo pra fora é bastante aterrador.
E hoje isso aconteceu, enquanto arrumava o cabelo na frente do espelho.
Porque eu tenho cabelo... e faço reflexo num espelho.
Ocupo um espaço, posso mudar as coisas de lugar, sou uma pessoa e isso é tão estranho, meu deus do céu.
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terça-feira, 31 de agosto de 2010
Estou com amigdalite
sábado, 11 de julho de 2009
MedoEu morro de medo de ficar presa em banheiros.
Isso é trauma de infância, vem do dia que me tranquei sem querer no banheiro da casa nova (estranho pensar que a casa de hoje já foi nova um dia) e fiquei durante umas 2 horas sozinha, chorando e pedindo mamãe.
devia ter uns 4 anos quando isso aconteceu.
Hoje, com 20, não tranco a porta em lugares estranho má nunca. Coloco a bolsa na frente da porta e mijo com o braço esticado, que se alguém tentar abrir minha mão segura a porta antes que a pessoa me veja.
Raiva
Você chega em casa, depois de um dia de trabalho + estudo e vai tomar banho.
Uma olhadela no espelho e começa a se despir. Afinal, ninguém toma banho com roupa...
Tira a blusa, depois a calça jeans e pinfdshds, 2401510451056 moedinhas de 5 centavos se espalham pelo chão e putaquepariu catar cada merdinha daquela no chão gelado do banheiro, à 1h da manhã.
Porra... sempre moedinha pequena, pra me lembrar que não, eu não tenho dinheiro.
Só de pensar me dá raiva.
Raiva 2
Gordas do metrô. Sem mais.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
O cu de Newton, por Blake
Certo dia, o matemático Sir Isaac Newton acordou puto de sua vida baconiaca e desregrada.Resolveu tomar um rumo.
O primeiro passo era trocar suas vestes luxuriosas (definitivamente, túnica de veludo vermelho estava muito out).
Ficou em dúvida entre a túnica creme e a branca.
Optou, sabiamente, em ficar peladão e mostrar seus músculos perfeitamente harmônicos, calculados pelos deuses e esculpidos pelos anjos... estava calor mesmo, e, de qualquer modo, não tinha ninguém por perto.
Delicadamente, acomodou seu cu em cima de toda a organicidade do mundo e foi brincar de ser exato.
Fim.
(Inspirado na obra Newton, do poeta e pintor inglês Willian Blake
sábado, 10 de janeiro de 2009
direita
Ela estava sentada na cama.Ele deitou-se, a cabeça apoiada nas pernas cruzadas dela. Sorriu ao perceber que era muito mais bonita daquele ângulo do que dos outros que viu durante a noite toda.
Sentiu saudade de sua namorada. Não era tão bonita, mas ele estava realmente apaixonado dessa vez... não devia ter cedido e passado a noite com esta outra mulher. Ainda que não tivessem feito nada de mais, de certo modo traiu; e se sentia mal com isso.
- Frioziiinho... – disse ela, enquanto se abaixava na direção de seu pescoço.
Era tão bom... e ela tão bonita! Ainda mais na luz matinal que entrava pela janela do quarto, dançando no mesmo ritmo que a cortina ao vento. Acariciou sua nuca, sentiu os pelinhos se arrepiando.
As bocas se aproximaram, se encontraram.
- Melhor não
- É.
Ele levantou-se, arrumou o casaco. Olhou novamente para ela, que permaneceu na mesma posição: sentada, pernas cruzadas uma sobre a outra, a blusa caindo-lhe sobre os ombros. Um feixe de luz em seu rosto.
Encurvado em sua direção, deu-lhe outro beijo. Sorriu. Ele, sentindo-se um canalha e, ao mesmo tempo, um poeta, se espantou ao ouvi-la dizer:
- Você tem mau-hálito.
esquerda
Ela estava sentada na cama.Ele deitou-se, a cabeça apoiada em suas pernas cruzadas, sorrindo para ela como se intencionasse pedir sua permissão, tamanha invasão era aquela.
Era uma atitude dispensável: durante toda a noite roubou-lhe carinhos intensos, fez-lhe ofegar; um colinho inocente numa manhã fria não era nada comparado a tudo que já havia acontecido entre os dois.
- Frioziiinho...
Encurvou o corpo na direção do pescoço dele.
Ao abaixar-se, sentiu a mão masculina encostada em sua nuca, que descia para as costas e violava a blusa amarrotada.
As bocas se aproximaram, se encontraram.
- Melhor não
- É.
Ele levantou-se, arrumou o casaco. Olhou novamente para ela, que permaneceu na mesma posição: sentada, pernas cruzadas uma sobre a outra, a blusa caindo-lhe sobre os ombros. Um feixe de luz em seu rosto.
Encurvado em sua direção, deu-lhe outro beijo. Sorriu. Ela, sentindo-se orgulhosa e, ao mesmo tempo, uma vadia, disse:
- Você tem mau-hálito.
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