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sábado, 11 de julho de 2009

o mundo não é sério.

Mais uma história de vídeo / foto de gente pública fazendo séquis.

A burrinha da vez é uma vereadora de Santo Anastácio, interior de São Paulo, que deixou um "namorado casual" filmar a coisa toda e... bom... e depois zi vodeu, é claro.

Histórias como essa tem aos montes (e, admito, A D O R O) mas, poxa, olha o nome da envolvida: Andrea Puríssimo

É como se a gente conhecesse um careca na rua e descobrisse que ele chama José Carlos Penteado, saca?

terça-feira, 26 de maio de 2009

pobreza e simplicidade sintética

- De quem é essa marmita esquentando?
- É da Jane.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Onde está o seu buraco?

Escolher, por exemplo, a cor da cueca ou a carreira profissional a seguir é uma tarefa árdua para qualquer ser pensante. Não que uma coisa ou outra determine se você é uma boa pessoa, e sim porque nos dois casos a variedade de opções é incrível, e você é obrigado a escolher apenas uma.

Julgar essas e outras escolhas estritamente pessoais é comum e estritamente escroto, já que ninguém tem nada a ver com a sua faculdade de tecnologia da Carne, e tampouco com a sua cueca rosa de bolinhas verdes.

De fato. A priori a escolha é totalmente sua, meu caro padawan.
A "secundori" a escolha é sua e de todos os jedis à sua volta.

No meio urbano cada pessoa participa de vários núcleos coletivos ao mesmo tempo: escola, trabalho, família, etc. Esses grupos emanam um "poder coletivo" que esmaga as preferências, e, por conseqüência, a personalidade do indivíduo.
A mídia é o instrumento mais utilizado no processo de massificação. Moda, gírias, interesse popular em determinado aspecto, enfim, uma porrada de coisas é proveniente da influência exercida sob o indivíduo, que, apático (ou resignado), aceita tudo que lhe é imposto.

Como esse tipo de agressão não é física, é muito difícil notar as idéias pré-concebidas por determinados grupos sociais penetrando a fundo nos orifícios da individualidade.

Eu, pelo menos, não sinto nada.

Na época da ditadura era bem diferente porque, se fossem penetrar os oríficios de alguém, penetrariam com cacetes, na base de muita violência. E, apesar de não ter vivido essa época, posso afirmar, meu caro padawan, que doia demais.
Ou você acha que a ditadura se chama dita_dura por mero acaso?

É difícil perceber, por isso é difícil lutar contra a massificação.
Ressalto que é difícil, não impossível.

-E aí, tá a fim de lutar contra a massificação lá em casa, meu caro padawan?

sábado, 31 de janeiro de 2009

Complexo Briget Jones

Acho um saco esse tipo de literatura (q?) feminina, escrita sempre por uma mulher urbanóide, moderna, em-busca-de-um-grande-amor que vem fazendo tanto sucesso por aí. Uma legião de mulheres de seus 30 e poucos anos, solteiras, que fazem bico enquanto comem brigadeiro e assistem filmes românticos, sem amigos, sem ninguém... tadinhas.
Elas só buscam um cara legal, bonito, carinhoso, teligentericoqueentendaossentimentoseblablabla e não se sentem encabuladas em contar a qualquer um como é difícil encontrar esse cara legal no mar de idiotas em que elas estão submersas; espalham suas derrotas amorosas por aí sem se preocupar com nada:

– Porque eu sou assim, e quem não gostar, Q U E S E F O D A !

Tudo tem limite, já diria Dona Maria. E o limite, pra mim, é o portal Mulé é um bicho burro mermo, anti-pérola do mundo virtual, urbanóide, moderno.

Porra! Olha o nome do site!!! Pode um negócio desse?!

Lá, quatro digníssimas moças (a saber: Antânia, Bucéfala, Idiotilde e Jujumenta), urbanóides, modernas, em-busca-de-um-grande-amor refletem sobre a vida, o universo e tudo o mais; claro, com a maior acuidade linguística já vista e a maior sagacidade em descobrir o que cada mulher pensa da vida.

No texto "Toda mulher inteligente é uma burra assumida" o nível cultural da autora é notável. Esta, logo no início, deixa bem claro que não é uma qualquer, é mulher inteligente, formada, de bom gosto e coisa e tal; nota-se realmente seu avanço intelectual nas colocações ao longo do texto. A baixo, a mais elevada de todas:

Você é bonita e ficou com o cara que queria? Acredite que não foi por ter milhares de táticas, decorar as dicas da revista Nova, ser atualizada, ler José Saramago, estar por dentro do que acontece no Brasil e no mundo, fazer joguinhos de conquista, dar ou não no primeiro encontro, não atender a ligação para fazer charme. [...]

Poxa, meninas, assim o Brasil se apaixona por vocês.


"De repente deu um bumm: Nossa, mas como a gente é burra!"


Para quem tiver banda larga e um tempinho sobrando, a entrevista que elas deram pro Jô

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Reforma Gramatical


BOMBA!

O trema não existe mais.
Pingüins entram em crise: pinguim é o diminutivo de pingo, poxa.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Dona Maria


"- Outro dia encontrei ele na feira. Acho que ele não me viu, sabe, porque continuou o caminho dele, geralmente ele muda de calçada quando me vê... aí eu falei ' Oi, Marcos, tá todo bonitão, hein' - disse assim pq ele é um moço bonito, moreno alto com um soriso bem feito. 'Cadê a Dinalva que não tá com você?'. Ele respondeu 'Ela tá trabalhando hoje, vim fazer a feira no lugar dela' 'Ahn... olha, qualquer coisa me procura que eu tô morando aqui de novo, tá?'. Falei assim pra não cobrar o dinheiro que ele tá me devendo desde a época que morou de inquilino na minha casa. É muito despeito, não acha? Tá me devendo trezentos e sessenta real até hoje e nem me procurou! Mas ainda bem que ele saiu da minha casa... Depois ele foi pra uma das casas do seu Zé, mas logo saiu de lá também. A mulher do seu Zé - como ela chama mesmo? - a mulher do seu Zé falou que ele levou a tampa da privada da casa, que era toda enfeitada, cheia de coisa. Diz que agora voltou pro Recife, porque a família dele é de lá. Ai, eu fico pensando se Deus vai me guiar, agora que vou morar em Taquaritinga com a Suely. Eu, quando cobro Deus falo assim 'Meu Pai,
aqui estou pedindo sua ajuda'; porque eu sou viúva, viúva de verdade mesmo - que tem muita viúva safada - e está na bíblia que Deus guia os negócios das viúvas que precisam Dele. É, Deus vai guiar, vai guiar. Sabe que ontem eu tava na Suely e fiquei conversanco com a Bruna; a menina tá grandona, gorda que só se vendo, mas que menina que come! Se bem que com uma mãe daquelas, qualquer um engorda, a Suely tá fazendo uns doces ótimos, nesse Natal foram duzentos e trinta e sete, não, duzentos e vinte e sete panetones de encomenda. A suely é mesmo uma ótima cozinheira...